"Nem sei se está vivo". Trump admite que alegada morte de Mojtaba Khamenei seja apenas "um rumor"
Donald Trump considera a alegada morte do líder supremo do Irão "um rumor", embora tenha sublinhado que Mojtaba Khamenei não foi visto em público desde o início do conflito.
O presidente dos Estados Unidos disse que acredita que o novo líder supremo do Irão não está vivo, justificando a alegação por este não ter aparecido em público na sua primeira declaração ao país.
Trump ressalva que se trata de um rumor mas diz que "se Khamenei estiver vivo deve render-se".
Na quinta-feira, Khamenei dirigiu-se pela primeira vez à nação desde que foi eleito, a 8 de março, como novo líder supremo, mas o discurso foi lido por uma apresentadora na televisão nacional.
"Nem sei se [Khamenei] está vivo. Até agora, ninguém conseguiu prová-lo", disse o líder dos EUA no sábado, durante uma entrevista telefónica à emissora norte-americana NBC.
Segundo relatos de várias fontes próximas do regime, o clérigo de 56 anos foi ferido no mesmo ataque que matou o pai, Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, o primeiro dia de bombardeamentos em Teerão.
Trump insistiu que ouviu dizer que o novo líder supremo do Irão "não está vivo", mas acrescentou que "se estiver, deve fazer algo muito inteligente pelo seu país, que é render-se".
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth indicou na sexta-feira que Khamenei foi ferido no decurso da ofensiva aérea israelo-americana e ficou provavelmente desfigurado.
Apesar disso, Donald Trump afastou a notícia da morte do clérigo como "um rumor".
No sábado, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que "não há qualquer problema" com Mojtaba Khamenei e disse que o líder supremo "está a cumprir os seus deveres de acordo com a Constituição".
Na sexta-feira, os Estados Unidos anunciaram uma recompensa de 10 milhões de dólares (8,7 milhões de euros) por informações sobre a localização de altos dirigentes iranianos.
Na mesma entrevista, Donald Trump indicou que os EUA poderão voltar a atacar a ilha de Kharg, o centro da indústria petrolífera do Irão, que disse ter sido alvo de "um dos bombardeamentos mais poderosos" na história do Médio Oriente.
"Talvez" a bombardeiem "mais algumas vezes, só por diversão", disse o Presidente norte-americano.
Trump disse ainda que não está disposto a chegar a um acordo com Teerão.
"O Irão quer chegar a um acordo, e eu não quero porque as condições ainda não são suficientemente boas", afirmou, acrescentando que qualquer acordo teria de ser "muito sólido".
O líder dos EUA recusou-se a dar mais detalhes, mas afirmou que o acordo incluiria um compromisso do Irão de abandonar qualquer pretensão de desenvolver armas nucleares.
Sobre o estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do abastecimento mundial de petróleo, Trump indicou que não é claro se o Irão instalou minas na zona e, por isso, garantiu que seria realizado "um extenso esforço de limpeza".
"Acreditamos que outros países que estão a enfrentar dificuldades e, em alguns casos, a ser impedidos de obter petróleo, se juntarão a nós", acrescentou o republicano.